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23.8.09

Lira dos meus fucking 20 anos.

Olha só, eu tenho 20 anos. Sempre, toda a minha vida, andei com gente mais velha, mais sabida, mais esperta e tal. Acho que isso cria uma ilusão coletiva, sabe. Que eu tenho capacidade pra acompanhar e tal. Em alguns aspectos, talvez, de vez em quando, quem sabe. Mas gente, minha gente, eu só tenho 20 anos. Meus amigos 10 anos mais velhos do que eu, quando tinham a minha idade, me veriam brincando de Barbie, sei lá. Amo meus amigos independente da idade deles. Mas façam o favor de compreender que eu tenho SÓ 20 anos e posso ficar de merdinha às vezes. Dar chilique. Gastar mal o dinheiro que ganho de mesada. Gastar tardes e tardes fazendo nada absolutamente útil. Brincar de ser responsável é legal, eu gosto de estudar, fazer minhas coisas com meus amigos gente grande, me sentir gente grande, agir como uma. Mas é um teatrão, de vez em quando, ter que segurar as lágrimas quando eu quero APELAR como uma criança irresponsável, uma adolescente birrenta, um adultinho mimado que ainda não levou na cara. Não levei na cara. Estou levando ainda. Compreendam. Preciso de colo. Chorar desesperadamente sem motivo no meio da madrugada na Praça da Liberdade no ombro de um amigo que não faz A MENOR IDEIA DO QUE ESTÁ ACONTECENDO. E nem eu fazia na época. Hoje eu repetiria a cena do mesmo jeito, com motivos diferentes que eu talvez só conheça daqui a seis meses. Mas enfim, o que eu quero dizer é que tá tudo muito errado, não podem me impedir de me sentir na fossa dos meus 20 anos porque, meus amores, é exatamente aqui que eu estou.

Na. Fossa.

5.8.09

Fan Fiction Live Action

Funciona assim. Você é um personagem nesse mundo, com direito a perícias, recursos, contatos, e etc, etc, etc. E temos essa vida, em bilhões de mapas, com itens e NPCs. Às vezes perdemos o controles dos nossos personagens, e aí que os nossos fãs (!) resolvem tomar o controle das nossas histórias e inventam coisas absurdas para dar continuidade ao enredo.

Aquelas frases que você nunca diria, os lugares que você nunca iria, todas as coincidências que você simplesmente não acredita que possam ser reais, as coisas que você não faria (por incapacidade, inabilidade ou franguice mesmo), entre outros.

É um jeito que a vida inventou pra dizer que nem tudo precisa ser do jeito que deveria ser.

1.8.09

Cravo e Garoa

As ruas de São Paulo têm cheiro de Gudan. Por aqui, se anda em linha reta, com o vento frio cortando o corpo quente, cruzando o passo com pessoas que só se olham pra pedir fogo, pedir fumo. A cidade toda parece fumar, e os prédios são cinzas de todos os tons, todas as variações de frio. São Paulo é úmida, as paredes e janelas parecem chorar pela falta de cor, pelo sufoco desesperado dessas pessoas presas dentro de si, fascinantes desconhecidos que me fazem temer perguntar as horas.

A cidade não é minha, mas eu não me sinto intrusa ou turista. As ruas parecem aceitar que eu seja de fora, porque aqui em São Paulo todo mundo é de fora. É de fora do outro, é de fora de qualquer tipo de padrão que possa existir. As pessoas só são. São nada. E eu continuo pegando meu metrô, calada, quase cinza, encapotada, quente e fria, cansada, vazia e realizada.

O vento quente de São Paulo é o do corredor do metrô. Quando o trem passa e move a massa de ar que levantava minhas saias em 2004 e bagunça meus cabelos até hoje. Um caso de 5 anos, uma história mal resolvida, e falta lugar porque lugar me sobra.

E eu, camuflada de paulistana, calada, quase cinza, vivendo meus caminhos. Não se olha pro lado, não se fecham os olhos. O cheiro forte invade qualquer pensamento sobre a desproporção dos prédios e das faixas da avenida, os carros são formiga e nós não somos nada. As pessoas são nada às seis da tarde. São volume, são barulhos, são movimento e só. Mais pessoas que cheiram a cravo e emanam algum calor e fumaça no meio do gelo e do silêncio que haveria se elas não houvesse. Mas há.

As ruas de São Paulo têm cheiro de Gudan.

14.7.09

Eu e consumismo

Tipo assim, né querendo tirar onda não, mas ultimamente - férias - eu não tenho saído de casa, pegado ônibus e coincidiu, magicamente, do meu dinheiro render mais e do meu pai resolver me agraciar (fora a passada linda no Freeshop). Some-se a isso o fato de que agora eu sou CNPquista e tenho renda e conta corrente (21.391-4 ag 3494 BB, podem fazer depósitos se quiserem). Ok que minha renda é tipos ridícula prq o CNPq acha que com 300 reais dá pra vc SE MANTER de alguma forma, mas como eu moro com meus pais realmente vai ser possível investir na minha vida ACADÊMICA com esse dinheiro.

Primeira coisa que eu fiz? Comprei um notebook. Netbook, na verdade. Aspire One D250 vermelhinho, pequeno e porátil. Eu, a FDUFMG e o OneNote (sim, MsOffice, happens), vamos nos divertir MUITO semestre que vem. Ficar na faculdade fazendo pesquisa vai ser lindemais.

Como eu vou vender meu Desktop pra pagar parte do notebook, meu pai me presenteou com um monitor LCD 17" AOC. Muito bom, quer dizer, prq ngm merece viver com uma telinha de 10" e aí minha vista agradece.

Meu pai gosta de me dar presentinhos. Como, por exemplo, os body splashes que ele comprou no Duty Free agora quando voltou da Argentine. Vanilla Lace e Love Spell. <3 Pirei nos mimos, né?

Continuando a saga consumismo, nos planos que eu fiz há uns posts, eu disse que queria voltar pra academia DIREITO. Preciso de um tênis novo. Comprarei. Por causa do notebook, preciso de uma mochila nova. E de uma capinha de neoprene. Comprarcomprarcomprar.

Dinheiro pode até num comprar felicidade, mas disfarça a tristeza que é ume beleza!

11.7.09

Quote do dia

- Eu não sou assim. Eu não faço isso.
- Você fez.


E que as palavras ecoem tempo suficiente pra gerar arrependimento, que é o sentimento mais escroto que alguém pode sentir. Fits just fine.

7.7.09

A um ilustre futuro

É a segunda porrada que eu dou nesse despertador, 12 minutos atrasada e eu levanto pra lavar o rosto. É engraçado como a gente acorda devagar, primeiro as pernas, depois os olhos pra tentar não bater a cara nas coisas e depois a torneira. Merda de cabeleireiro, eles nunca acertam mesmo. Todos os banheiros têm espelho, mas nem deveriam. Deprime de manhã. Hoje é um dia estranho, sei lá. Cara de quarta, mas já é sábado. Eu gosto de quartas. Todo dia é o mesmo café da manhã, mas eu nem percebo e nem enjôo, eu acordo depois de comer. Seis e quinze, saco. Não vai dar tempo de inventar moda hoje. Roupa, calçados, dentes, mochila, mãe beijo, escadas e cacete, eu sempre esqueço o celular. Depois do trevo eu peço, pai, me dá dinheiro, e ele pergunta, cadê o dinheiro da semana passada?, gastei, lógico. No sinal ele me dá, e eu chego a tempo de pegar o lugar de sempre. Aula é sempre a mesma coisa. Os professores falam, eu anoto, algum me chama pelo apelido, kakau, eu gosto. Vai ter churrasco esses dias, quero ir. Acho que vai ser um saco, não gosto muito de gente da minha idade quando estão no coletivo. Pessoa é melhor no singular. Sempre vai professor, aí é bom. Ficar não é comigo, gosto de companhia, singular. Amor é um troço estranho, a gente chora e ri quando ama. Juntar uma coisa ruim, chorar, com uma coisa boa, rir, e dar amor que é uma coisa ótima. Nunca vi. Deve ser normal, o amor. Nem rir nem chorar, alguma coisa no meio. Amor amor amor. Quatro letras, todo mundo sempre lê mais do que isso. Amar demais. E mede como? Amôrmetro, arrã. Falei isso esses dias não sei com quem. Amor é um troço que se sente, e só. Olhando pras estrelas, pro cachorro, pro namorado, pro exercício de matemática. Se fechar os olhos também dá. Quem beija de olho aberto não gosta de verdade, ele diz. Gostômetro. Eu já amei. Dois ou três, não sei, não medi. Loiro, careca, cabeludo. 1,80 pra cima, eu sou baixinha. Dá pra amar muito, e não ser correspondida. Vai ver é, quantos metros você ama?, eu perguntaria. 1,58. Três mil quilômetros, quinhentos e noventa e depois não passei dos cinqüenta. Deve medir em centímetro então, quanto mais perto, mais amor. Nem é. Bom mesmo é quem conversa com a gente, você gosta de arcade fire?, ele pergunta. Comento do cenário geopolítico mundial, ele abraça, beija, ama, conversa mais. Deve ser como ter um diário pensante, companhia, singular. Igual não, é monótono. Conversa precisa de plural, diferença e ouvidos. Ouvir e falar. Singular com singular dá plural, aí é bom. Gente burra não dá, como assim efeito estufa?, ele pergunta, eu explico. Pretensão, pior. Eu já sabia, ele diz, arrã, eu digo. Alma gêmea nem deve existir, 6 bilhões de pessoas. Se a minha for um chinês eu tou fodida, vários milhares de quilômetros. Um dia acho alguém pra compartilhar meu singular, criar um plural a uns centímetros ouvindo beautiful people com o amôrmetro ao meu favor, eu digo. Você terá um ilustre futuro, ele diz. E sorri.

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Texto escrito dia 09/03/07. E porra nenhuma mudou.

Vou pra SP.

Decidi que vou. Como, eu não sei. Quando, só tenho palpites. O Porquê é que é legal de responder: Ricardo Grish estará lá. Johnny estará lá. Minha prima já deu carta branca pra chegar quando eu quiser. E eu não aguento mais de saudades daquela cidade.

Dessa vez acho que vou pra passar coisa pouca, menos de uma semana (contra as duas que passei lá em janeiro e que foram excelentes porém com tempo hábil para tédio). A ideia é encontrar Mari assim que ela chegar em SP, e passar some quality time com minhas primas recifanas. Ainda que uma delas seja praticamente uma paulista. Ái.

E temos o Minduim, o Cabral, minha tia Laine e o tio Renato, meus primos recém-casados Fê e Vivi e meus primos a casar Pri e Ribas. Estabelecimentos? Falemos de Starbucks, Blue Pub, Yakissoba na Gazeta (totalmente institucionalizado desde sempre), qualquer baladinha que o John queira me levar, qualquer copo sujo que seja a cara do Grish.

Vou passar nas Alamedas perto da Paulista tirando foto dos prédios pra poder imaginar com maior qualidade como será minha vida daqui a uns 6 anos. Mas só viajo depois que o RubyRed chegar. Se você não sacou ainda, falo do netbook.

5.7.09

Férias

Meus planos pra essas férias são muitos, mas nem são complexos.

Música! Um deles é pegar mais músicas pra colocar no meu iPod, de modo organizado. A preguiça (sim, morro de preguiça) é baixar tudo o que eu quero baixar e organizar e tal. E tirar as coisas velhas, porque enquanto eu tiver a discografia de Strokes no iPod eu não vou querer me acostumar - e, portanto, aprender a gostar - de outras coisas. Meu lado conservador dá muito pitaco na minha vida musical.

Viajar? Meus pais já foram, minha irmã tá de passagens compradas pra Recife e eu vou barganhar umas passagens pra São Paulo. Ver Gabi é sempre bom. E Mari vai estar lá também, o que é ainda melhor. São Paulo é uma cidade pra qual eu vou e sempre termino fazendo quase nada por lá. Pijama o dia todo, televisão, e balinhas da Liberdade. Claro, existem os passeios de sempre... Ir à Liberdade, Starbucks, Blue Pub e todo outro qualquer lugar que me renda voltar pra casa de madrugada, andando, passando por aquele corredores de prédios gigantes na Paulista.

Ler. Sério, quero terminar de ler uns livros que estão pendentes. Quero conseguir engatar leituras e fazer disso um hábito que perdure no próximo semestre. Desde que entrei no Direito, só leio livros nas férias. É uma vergonha, eu sei. Mas é que eu deixo de ler a literatura pra ler os manuais jurídicos/estudar, e acabo não lendo nem o que deveria nem o que eu gostaria de ler. Isso tem que mudar.

Exercícios. Fecharam a academia que tinha na Faculdade de Direito. Ou estão em processo de fechamento. Enrolei mais fazendo academia dentro da minha faculdade do que fora dela. Daí vou voltar pra minha academia perto de casa mesmo, e cultivar mais um hábito: correr. Quero aprender a correr porque quero aprender a correr. Claro, é sempre uma desculpa para comprar tênis novos. Viradas de semestre são ótimos momentos para começar coisas.

Aprender a dirigir. Na verdade, esse item tá mais para "aparecer no Detran depois de um ano que eu marquei meu exame médico". Eu sei, nesse momento todos vocês duvidam dessa afirmativa. Metade porque não me conhece e acha um absurdo que eu, nos idos dos meus 20 anos, não sei dirigir. A outra metade porque me conhece e acha que se eu não aprendi por opção até hoje, não vai ser agora que eu vou querer. Mas olha, saber dirigir assim, eu até que meio que sei. No mês que passei em Brasília, meu tio-primo me ensinou. Até pegar o carro na W3 eu peguei. A questão é tirar carteira e querer dirigir. Eu sabia que só ia querer dirigir quando eu sentisse falta do carro. E esse momento chegou. Acho que meus amigos me deixaram mal acostumada com isso de "te busco" e "te levo", e isso somado a um pouco de noção das coisas (e uma conjuntura favorável), já me fizeram sentir falta de carro, esse ano, umas 5 vezes. Inaceitável para alguém que sempre viveu muito bem de ônibus. Além do mais, minha irmã está a menos de 2 anos de fazer 18 anos e quase não vou ser motorista, se tirar carteira agora.


O problema é ter só um mês de férias, uuugh.


23.6.09

Nos dias que eu mais acho

...que não consigo dar conta de escrever meia linha do que penso, são os dias que eu mais revelo na sinceridade desse mundão de Deus. Porque olha, palavras são troços complexos. Não importa muito o que você tem a dizer, mas importa demais como você vai dizer e quais as palavras que você vai usar.

E nesses dias que eu fico mais em mim [/mallu magalhães] é que eu consigo melhor achar as palavras que cabem. E daí eu posso ser eu mesma não estando presente. Eu posso fazer as pessoas imaginarem meus olhos virando e a mão no cabelo. Quer dizer, eu tento. Porque escrever é isso. É estar presente em qualquer lugar, é se colocar na distância dentro da medida do que você quer ser.

Às vezes nós temos coisas difíceis de serem faladas, e eu com certeza gaguejaria no meio e, na pressa de não querer ser interrompida, reduziria o meu discurso a palavras ambíguas e curtas e grossas e nada mais faria sentido porque, o texto e o discurso, nada são se não conseguem ser compreendidos pelo destinatário.

Ventura do destino bem quis que hoje eu escrevesse com o maior sentido do mundo :)

21.6.09

:(

Meu orientador só conseguiu uma bolsa do CNPq. Vivo de esperar telefonemas que não vêm, marcar coisas que não acontecem, querer mais do que posso ter. E dói. Isso tudo junto agora me faz sentir a pior das pessoas, a pior das piores. Porque não faz tempo que tava tudo ótimo. Mas tava tudo ótimo porque eu espero demais da vida... e quando a realidade aparece, eu fico me sentindo idiota.

Hoje eu só queria colo...

13.6.09

#iremember

A tag da vez do twitter é o #iremember. Mas minha memória é tão boa, e são tantas as coisas que eu poderia escrever, que achei melhor falar disso no blog.

Eu tive uma infância muito mágica. Até os quatro anos, morei num prédio pequeno na Rua Pimenta da Veiga, no bairro Cidade Nova. O prédio não tinha área de lazer, mas o pátio de manobra da garagem era descoberto e lá eu passei bons tempos da minha vida jogando ladrilhos de concreto pra cima (talvez não no plural, porque um deles resolveu cair na minha cabeça um dia, e tenho fortes motivos pra acreditar que tenha sido o último que eu joguei).

Meu pai, sempre exercitando suas várias habilidades, construiu um balancinho pra mim, mas nada muito complexo: uma tábua de madeira com dois furos, duas cordas e ganchinhos na laje de cima da nossa vaga. Quando não estava em uso, era só enrolar o balancinho nas cordas e deixar ele lá, junto do teto. Eu me lembro de alguns vizinhos, do cheiro de sapólio no dia de limpeza das escadas e de ficar na grade da janela, olhando o movimento da rua.

Mudamos prum prédio imenso. Área de lazer imensa. 72 apartamentos. Muitas, muitas crianças. Lembro de jogar Magic numa salinha pequena que ficava na área de lazer. Mesma salinha em que eu e meus amigos gravamos nossa própria versão de Star Wars aos 10 anos de idade. Totó, Polícia e Ladrão, Pique-esconde, joelhos cortados espirrando sangue, vidraças quebradas, campeonatos de peteca, nadar à noite, fazer churrasco nos finais de semana, ver Marte no céu durante uma festa junina, jogar videogame de galera, bolar engenhocas de passar bilhete pela janela (quando poderíamos muito mais facilmente usar o interfone). Eu fugia de casa pra ver Cavaleiros do Zodíaco, porque mamãe dizia que era muito violento. Invadíamos o salão de festa e fazíamos nossas festas americanas.

Eu adorava soltar pipa na Praça do Papa e passear de bicicleta na Praça da Liberdade. Dar pipoca pros peixinhos no Parque das Mangabeiras. Ir pro Municipal domingo de manhã (ou pro Guanabara) e voltar pra casa e ficar assistindo Caverna do Dragão.

Minhas viagens pra praia! Areia na calcinha do biquini e sempre torcendo o nariz pros frutos do mar. Tostar no sol e ficar vermelha e descascar era lei. Lembro de todos meus brinquedinhos aquáticos e infláveis: avião, jacaré, bóias de braço. Sem falar que praia me lembra Recife que não tem como não me lembrar de casa de vó. O pé de acerola no quintal daquela casa branca, meu primo de xº grau caindo da árvore e quebrando o braço. Viagem pro sítio do vizinho no carnaval, eu tentando descolorir uma mecha de cabelo com água oxigenada (say whaaat?). O Parque da Mônica e a primeira vez que eu fui pra São Paulo, e como eu me apaixonei pela cidade de um modo irreversível e incontestável. Consigo me lembrar das roupas que eu usei naquele inverno, mesmo que não haja nem uma foto.

O modo como The Cranberries combina com dias frios e com o cheiro da loja Alemdalenda que tinha no Diamond e que fechou há séculos. Sorvete de qualquercoisamenoschocolate na São Domingos. Viagem pra Curitiba, o Bosque do Alemão no caminho da Jardineira. Minha imaginação fértil em Monte Verde, meus passeios na Lagoa Rodrigo de Freitas lá no Rio.

É, eu fui uma criança feliz. Só não me lembro muito bem do momento em que eu virei adolescente. Do mesmo jeito que hoje eu viro adulta, quase sem perceber...

Mas às vezes me olho num espelho de um lugar qualquer e vejo aquela criança com chiclete no cabelo, juntando dinheiro pra comprar a Barbie pelo preço anunciado (e reclamando no balcão do consumidor das Lojas Americanas). É, é. #iremember.


12.6.09

;)

Estou feliz. Tipo feliz de verdade.
Pra melhorar, queria o resultado da PRPq, que as férias chegassem, que eu conseguisse um RSG maior que 4.25 (ambiciosa SIM), ter mais tempo pra ler mais livros legais (ou seja, não-jurídicos), uma internet mais rápida, um notebook, mais finais de semana, mais dinheiro (muito mais dinheiro, obrigada) e mais oportunidade e coragem para exercitar minhas ideias brilhantes. Modéstia à parte, algumas são brilhantes, ainda que poucas.

Who'd have known!

6.6.09

#WIN

.Fazer a Prova de Penal II TODA. Ainda que não tenha tirado nota muito alta, especialmente no caso, acho que uns 30/40 vai rolar. Teve gente que nem entregou, ou entregou sem completar todas as questões.
.Tirar 30/30 na Prova de Teoria Geral do Direito Privado II.
.Reconhecimento nas pequenas peripércias desimportantes.
.Fazer as unhas no salão sem motivo especial, sem marcar horário e porque deu na telha.
.Frases totalmente despretensiosas que tomam um significado muito especial, ainda que não intencionalmente.
.Sábado de manhã de compras com uma verba assaz interessante.

E são 9:42 de um sábado, meu final de semana ainda neeem começou


1.6.09

Sem cera

Aí tudo mudou de ordem. O normal é diferente do que acontece hoje e eu nem sei dizer se é melhor. É menos certo, certo de certeza e de precisão. Quer dizer, não que eu já tenha tido alguma certeza nessa vida, mas é que antes era mais natural, compreensível, fazia mais sentido, era mais previsível. Mas algo nessa nova ordem guarda um encantamento particular. Esse gostar que aumenta aos pouquinhos, junto com o conhecer; e não um qualquer que cai do céu e desaba em epifania e subversão de toda uma ordem. 

Retirei todos meus pressupostos. E é daí que vem a mágica.

30.5.09

Dia de merda

Acordei tarde, cheguei na faculdade atrasada, passei a aula de penal tentando estudar pra prova cabulosa de filosofia, fiquei presa no elevador enquanto descia pro intervalo, fiquei presa no elevador enquanto subia pra prova, acabei horrorosamente tarde, fui ofensorosamente mal na questão de Hegel, cheguei em casa pra almoçar com minha mãe, saímos pra almoçar num lugar muito caro e que a comida não era tão boa, passei a tarde desesperando por conta do artigo que eu fiz com a Cíntia - que ficava entrando e saindo do Gtalk e a gente não conseguia conversar direito - deitei pra cochilar e acabei sonhando coisas ruins, acordei e descobri que eu tinha rachado meu cartão de débito no meio, tive que contar moedas pra pegar ônibus, a tinta da minha impressora acabou, fui imprimir as coisas na Salô e descobri que não tinha dinheiro pra pagar, esperei o Leo Bedê chegar pra pagar a conta pra mim, fui entregar os artigos no CAAP e o cara disse que eu deveria ter mais envelopes, precisei mandar tudo por e-mail mesmoassim, fui pro bar pra descobrir que todo mundo tinha coisa pra fazer depois e que uma galera não ia, adiamos o sarau, minha conta deu muito mais do que eu podia pagar.

27.5.09

Quarta-feita

(É, feita mesmo)

1) LUÍS NASSIF, IDELBER AVELAR E TÚLIO VIANNA. Ponto. Três ídolos num só evento. Debate sobre Jornalismo Independente na UFMG. Prof. Venício Lima e Prof. Lúcio Ferraz também foram excelentes. O indivíduo perigoso Heitor Reis teve seu momento de estrelinha também.
2) Muito material bacanudo pro artigo, preciso começar a escrever e o farei djá
3) Trânsito intelectualóide dura menos
4) Milkshake político-jurídico-grasinha de improviso, só pra deixar meu dia mais feliz.

E a semana tá NA METADE. NA ME-TA-DE.
Bora estudar, né galere?

26.5.09

Perspectivas Semanísticas

Então :)

Acabei de fichar o voto do Ayres Britto (votos da ADIn 3510, sobre o art. 5º da Lei de Biossegurança que fala da pesquisa com células-tronco embrionárias). Falta acabar da Carmen Lúcia e do Lewandowski e começar o do Peluso. Mas já ownei Ellen Gracie, Eros Grau, Marco Aurélio, Gilmar Mendes! 

Amanhã tem Luís Nassif na UFMG, e ele ainda vai falar sobre imprensa, o que me leva ao artigo que eu estou escrevendo ("estou escrevendo" da locução verbal "imaginando como vou escrever"). Aí amanhã eu acabo o voto da Carmen Lúcia e escrevo umas 2 páginas de artigo, mais duas que vou escrever hoje, mais umas três que quero escrever na quinta junto com acabar o do Lewandowski, o que me permite entregar o artigo na sexta e faz com que eu possa ir pro sarau que eu e meus amigos vamos fazer no Clube da Esquina. E aí fica faltando o voto do Peluso que eu entrego até segunda. 

Só não sei quando vou estudar Filosofia do Direito. Mas não que eu me importe, já que chegou a TV que meu pai comprou, de 42". Junto com meus DVDs de Senhor dos Anéis. Diversão garantida depois de sexta 21h. Chegalogofinaldesemana!

24.5.09

Todos os meu erros

Em maratona de reprise na minha cabeça. And it keeps going on and on and on and on até eu desacreditar que tenha feito alguma coisa certa, afinal. Juro que me irrita.

22.5.09

Como eu ganhei 6 DVDs de SdA por R$39,90


Clara: pai
vc me ama mto né
6 dvds por 40 reais
XD

Expedito: não foi pra aula hoje? Pensei que fosse sair mais tarde
td bem por ai?

Clara: não...
minha aula acaba 11h
fiquei ajudando a moça aqui
e estudando
td sim =)

Expedito: e procurando onde gastar dinheiro....

Clara: poooo pai
não é nem gastar
é SENHOR DOS ANÉIS
SEIS DEVEDÊS
por QUARENTA reais

Expedito: no xopin oi deve ser uns 20

Clara: aposto que não tem os extras!
no Oi

Expedito: vou comprar. aniversario de 2010. ok?

Clara: aniversario de 2009, que tal?

Expedito: prescreveu

Clara: nem
só prescreve depois de 5 meses

Expedito: sou eu que legislo

Clara: nem é
vc é o executivo
eu sou o legislativo
sou o judiciário tb

Expedito: eu sou ambos os três. vc é bicuda no terceiro

Clara: privar sua filha de senhor dos anéis é inconstitucional

Expedito: ainda tem 4,44 de frete!!!!

Clara: custas judiciais

[obs: meu pai está sendo irônico quando ele diz ambos os três. gaiatices são de família.]